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Jornal Nacional: Bienal mostra leitura e realidade virtual, uma viagem na imaginação

Sara BentesComeçou nesta sexta-feira (3), em São Paulo, a Bienal do Livro.

É para isso que servem os livros: viajar na imaginação. Como faz o professor Antonio Marcus, que adora uma história de terror. “Tenho 49 anos e sempre estive presente na leitura. Acho que é essencial”.

A leitura está se transformando, se misturando com realidade virtual. Tudo conectado na sala de aula.

Essa mistura do livro impresso com as novas tecnologias já está criando profissões. O grupo de meninas, todas na casa dos 20 anos, são produtoras de conteúdo digital sobre livros.

“A gente resenha, lê livros e faz a divulgação para as editoras”, conta Mariana Leite de Siqueira, blogueira literária.

São tão apaixonadas que uma delas tatuou na pele o amor pela leitura.

“O livro, a leitura é o décimo programa quando perguntado o que você faz na sua hora de lazer. A gente tem que inverter essa curva e eu acho que a tecnologia vai ajudar bastante”, diz o presidente da Câmara Brasileira do Livro, Luiz Antonio Torelli.

E se não bastar ler, que tal ser um personagem de uma história em quadrinhos? A tecnologia permite isso.

Uma boa história não deixa a gente largar o livro até chegar à última página. E um bom livro leva a outro, a outro, a um universo de conhecimento. E não importa se é num livro de papel ou num leitor do digital. Para amar a leitura, basta uma boa história.

Isabel, de 10 anos, já conhece o poder e o prazer de um bom livro.

“É legal de ler, conhecer as palavras, ver o que está escrito no livro, qual o autor quis dizer com a história”, diz.

E mãe, sempre ali para ajudar com as palavras mais difíceis, sabe onde o livro vai levar a filha.

“Vejo que estou fazendo um bom trabalho incentivando ela a ler, isso vai ser muito bom também para o futuro dela”, afirma a pedagoga Viviane da Silva.

Sara nasceu com deficiência visual. A não ser em braile, nunca tinha lido antes. Mas com ajuda de um aparelho acoplado aos óculos ela ouve um livro que ela mesma escreveu. O equipamento fotografa, escaneia e fala ao mesmo tempo. Se Sara quiser parar a leitura, basta levantar a mão.

“Eu posso ler para alguém. O que as pessoas faziam por mim, eu posso fazer agora simplesmente por prazer, não porque outras precisam, mas por prazer de contar uma história, de ler em voz alta, de ler para mim mesma. É uma emoção incrível”, disse a escritora e cantora Sara Bentes.

 

Confira matéria na íntegra: g1.globo.com/jornal-nacional/

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