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Livro em braile da Turma da Mônica será distribuído em escolas municipais

 

Todas as iniciativas que contribuem para a inclusão social são importantes e, foi pensando nisso, que Mauricio de Souza, criador da Turma da Mônica, deu vida para a personagem Dorinha, em 2004. Ela é uma menina cega que anda acompanhada de seu cachorro labrador, chamado Radar. A garota surpreende a todos com a forma que encara a vida.

Garota cega, que reconhece seus amigos pela voz, pelo cheiro, e está completamente enturmada. É inteligente, meiga e participa de várias aventuras da Turma da Mônica. Estreou na edição nº 221 do gibi da Mônica, editora Globo.

Antenada com tudo o que acontece à sua volta, inclusive na moda, Dorinha está sempre deslumbrante, com roupas fashion, corte de cabelo moderno, óculos escuros, segurando, numa mão, a sua bengalinha e na outra, a coleira do Radar, um labrador esperto e carinhoso que a ajuda a se guiar.

A personagem, bastante extrovertida, brinca normalmente como qualquer criança. Ela surpreende os amiguinhos com suas habilidades e sentidos aguçados como o tato, a audição e o olfato.

Dorinha pode não enxergar, mas isso não significa que ela não conheça o que está em sua volta. “É através do tato, usando os dedos e as mãos, que os cegos começam a perceber o mundo”, diz a personagem no livro Como Dorinha Vê o Mundo.

Feito em braile e com fonte ampliada para as pessoas com baixa visão, o livro será distribuído gratuitamente para 500 escolas da rede municipal de ensino de São Paulo. A iniciativa da Fundação Dorina Nowill para Cegos é uma parceria com o Instituto Mauricio de Sousa e do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD).

Nesta primeira edição, foram produzidos 3 mil exemplares: eles começarão a chegar nas escolas neste mês. A ideia é que fiquem nas bibliotecas das escolas, disponíveis para todos os estudantes.

O livro mostra como é a realidade de pessoas com deficiência visual, desde a leitura pelo braile até a prática de esportes. Segundo Eliana Cunha, coordenadora da área de educação inclusiva da fundação, a intenção é que o livro seja trabalhado em toda a sociedade para que todos entendam como como é a vida de uma pessoa com deficiência visual — e como isso não significa que ela será menos capaz de fazer algo.

Como Dorinha Vê o Mundo fecha uma série que já tem cinco livros sobre a acessibilidade da educação para deficiência visual. Com 24 páginas, o livro é super fácil de ser lido pela criançada.

O nome Dorinha, Mauricio escolheu em homenagem a Dorina Nowil, uma mulher que perdeu a visão quando criança, mas não se abateu, enfrentou o problema e foi um exemplo de força de vontade e simpatia. Sua Fundação Dorina Nowil, que trata de cegos, é uma referência como instituição.

 

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