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Cidades inteligentes e a acessibilidade para pessoas com deficiência

As cidades inteligentes, assim chamadas por possuírem tecnologia e design que as tornam melhores para seus residentes, estão atraindo muita atenção — e financiamento do governo — nos EUA.

Alguns elementos das cidades inteligentes são facilmente identificáveis: uma rede de compartilhamento de bicicletas ou sinais para travessia de pedestres com contagem regressiva dos segundos antes que a luz do semáforo mude de cor. Outros elementos são menos óbvios, mas também ajudam as cidades a funcionar de maneira eficiente, como sistemas de controle de tráfego que se adaptam a padrões do trânsito. Crowdsourcing (uso de conhecimentos coletivos para criar soluções), ou mais especificamente os dados que produz, ajuda os governos municipais a entender melhor os hábitos e as necessidades dos cidadãos.

Embora as cidades inteligentes existam em teoria desde a década de 1980, sua presença se expandiu na última década, juntamente com a rápida integração da tecnologia na vida cotidiana. Até 2025, espera-se que a demanda por serviços que as cidades inteligentes proporcionam cresça mais de 30%* em toda Europa, África e América Latina.

Ajudando pessoas com deficiência

James Thurston da G3ict e Victor Piñeda da World Enabled contam a história de um sul-africano que usava um aplicativo criado pelo governo de sua cidade a fim de ajudar as pessoas a ter acesso ao transporte público. Ele rastreava um ônibus com acesso a cadeirantes e ia de cadeira de rodas até o seu ponto no momento em que o ônibus chegava. No entanto, ele tinha de ficar parado observando o ônibus partir, pois o aplicativo não mencionava que ele teria de descer uma escadaria para ter acesso ao ponto de ônibus.

Histórias como essa são a razão de Thurston e Piñeda criarem a iniciativa Cidades Inteligentes para Todos, a fim de orientar as prefeituras e os parceiros da indústria privada a adotar um pensamento inclusivo no planejamento urbano.

À medida que as cidades do mundo investem em tecnologia, a vida urbana poderá se tornar mais inclusiva para pessoas com deficiência.

Acessibilidade é inteligente

Kit de Ferramentas do Cidades Inteligentes para Todos visa corrigir a disparidade das cidades através da tecnologia inteligente, tornando as cidades ao mesmo tempo inteligentes e acessíveis para uma variedade de usuários, independente de suas habilidades ou deficiências.

As cidades acessíveis utilizam tecnologias assistivas a e integram a acessibilidade no design, na infraestrutura e serviços das cidades. Em vez de ser uma novidade, a acessibilidade está se tornando uma marca de bom design de cidade inteligente.

Quando o Departamento de Transportes dos EUA realizou seu “Desafio Cidade Inteligente” em 2016, uma das exigências para se inscrever era aumentar a inclusão, tendo também como beneficiários as pessoas com deficiência.

Kansas City, no Missouri, é uma finalista que lançou novos serviços inteligentes acessíveis.

“Estou realmente orgulhoso de nossos quiosques”, disse Meg Conger, autoridade municipal responsável por garantir que a cidade cumpra com a ”Lei dos Americanos com Deficiência”. Nos últimos seis meses, Kansas City lançou uma rede de quiosques digitais interativos que conseguem coletar e compartilhar informações. “Por serem acessíveis, independente de seu nível de habilidade, você obtém as mesmas informações.”

Embora o design inicial do quiosque tivesse telas sensíveis ao toque e capacidade de usar o dispositivo “conversa escrita”, ou seja, falar ao telefone e ter a mensagem impressa, Meg queria ir mais longe. Ao compreender os obstáculos diários por que passam os cadeirantes e as pessoas com movimentos limitados, ela pediu aos quiosques para terem balcões mais baixos e se equiparem com telas iluminadas sensíveis ao toque que fossem fáceis de usar. As informações rolam nas telas, de cima para baixo, e dão às pessoas a oportunidade de usá-las a qualquer altura que seja conveniente a elas.

“Eu não sei se todas as cidades pensariam nisso — de que somente porque você pode tocar não significa que você tenha muitos movimentos”, diz Meg. Os quiosques têm um conector de áudio para que os usuários com deficiência visual não se sintam inibidos em relação a ouvir as informações disponíveis no dispositivo de leitura de textos. Eles simplesmente conectam seus próprios fones de ouvido e ouvem mantendo sua privacidade.

Kansas City se junta a uma tendência global crescente: uma organização transatlântica chamada Projeto Picasso realiza uma conferência anual sobre colaboração internacional em tecnologia e políticas de cidades inteligentes. Através de parcerias entre cidades inteligentes como essa, soluções tecnológicas podem se disseminar em todo o mundo, tornando os centros urbanos mais acessíveis a todos.

Fonte: https://share.america.gov/pt-br/cidades-inteligentes-aumentam-acessibilidade-pessoas-com-deficiencia/

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